2009/02/04


A Escola ocupa demasiado peso na vida das crianças. É asfixiante porque é um espaço exíguo, e pode ser uma verdadeira tortura quando não se gosta, se tem medo dos professores ou dos colegas.
Os pais pouco sabem sobre o que lá se passa. Nem todos os dias são interessantes como o da fotografia.
Ontem fiquei assustado quando dispus de um pouco de tempo para uma delas, e verifiquei as dificuldades que tinha em compreender a matéria de matemática, e desatou num choro por eu ter percebido isso. Bastaram depois 2 horas de paciência entre os dois, para ficar minimamente capaz de enfrentar o teste de hoje.
E se eu não tivesse tempo? E os miúdos que não têm pais que sabem matemática? Ou os que não dispõe de tempo? E as crianças que não têm pais? Ou os que têm o pai em Espanha a trabalhar?
Eu acredito na Escola Pública, mas não gosto dela como está, e oxalá esteja enganado, mas a tendência é para piorar e tornar-se verdadeiramente insuportável.

1 comentário:

Anónimo disse...

A municipalização do ensino está aí ao virar da esquina. A Escola da República brevemente será entregue aos caciques. Afonso Henriques será substituído por Avelino Torres; Dinis por Isaltino; Santa Isabel por Fátima Felgueiras.
O ensino é um fardo para a tutela - peso no sentido económico, palha na necessidade física.
Porém, não é só a classe política responsável por este limbo educativo. Toda a comunidade escolar deve reflectir sobre a parte que lhe toca. A contrição deverá começar nos professores que se aburguesaram após o 25 do A. Criaram um umbigo maior que o abdómem e a coisa degenerou em divertículo. Agora dizem que afinal são como os outros, mas nós sabemos bem que não. Basta ver ...
Quanto aos papás/mamãs, a maioria, são já um produto da escola 'revolucionária', do fundamentalismo futebolístico, da substituição do Corin Tellado pelo audiovisual brasileiro. Em muitos momentos, a quem de direito, alertou-se para uma situação que redundaria em problema. As medidas tomadas foram o laxismo, o facilitismo, resoluções estatística/administrativas, a satisfação da crescente reivindicação económica do lado operacional. Agora é difícil explicar a todos os interessados por uma razão simples - não aprenderam.
O primeiro a discordar de mim é o nosso primeiro. Diz ele que o ensino está bem, recomenda-se - até tem estudos para comprovar. Eu não tenho muitas razões para duvidar. Afinal ele é engenheiro licenciado.