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2010/01/21


Salto no futuro - sítio de algum interesse geológico somado a curiosidade de Engenharia de Construção Civil.
Na minha percepção foi sempre a perder.

O Salto nos dias de hoje, pleno de infestantes, resultado sobretudo do abandono após os incêndios sucessivos. O mais marcante terá sido o de Agosto de 1996 e em que nem a população ribeirinha de árvores e arbustos autóctones foram poupados.

O Salto há 60 anos em dia de Romaria.

2008/06/23



No primeiro dia de sol verdadeiramente escaldante deste Junho, um ramo que representa 1/3 desta catalpa começou a secar. Não consegui encontrar uma causa, e por isso posso imaginar que a árvore tomou uma decisão difícil: descartar uma parte de si própria para permitir a sobrevivência da restante perante condições climatéricas adversas.

Tomar decisões difíceis é algo para que nunca estaremos preparados. E depois ficaremos sempre com uma mágoa, ainda que a decisão tomada seja a correcta.

Contava-se que no Rio Sousa ao lapiar (nome local dado à actividade de apanhar o peixe à mão, que se refugia nas fendas das paredes de lousa do Rio Sousa) um certo homem submergiu por largos segundos e depois insistentemente agitou a mão de fora de água. Os companheiros foram-lhe dando para a mão ramalhos, que normalmente eram necessários para tapar fendas de forma a encurralar o peixe.

Quando finalmente ele imergiu na tona da água gritou:

- Não eram ramalhos, o que eu queria era o machado para cortar o braço porque estava preso!

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