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2008/02/02


Devagar é certo, mas por vezes na direcção certa.
Quando comprei hoje um herbicida para combater as acácias, num daqueles pontos de venda que tem tudo para a agricultura e pecuária, tive de dizer o meu nome, e o número de série daquele frasco ficou registado. Tenho de devolver a embalagem. Se for encontrada abando nada no lixo comum, poderei ser identificado e pagar uma multa pesada.
Não é muito simpático, mas qualquer dia deveríamos ter prova de conhecimento sobre a aplicação destes produtos, com formação, quotas de utilização, etc. Mas será que as multinacionais que dominam o mercado vão deixar que se limite a comercialização destes herbicidas que estão intimimamente ligados à hegemonia no negócio dos milhos!

2007/10/05


Moínho, Rio Sousa, Recarei.
Vestígios da primeira vaga, citando A. Toffler.
Há quatro anos, em Aguiar de Sousa ainda encontrei em laboração as quatro mós do moínho do Sr. Hermenegildo na margem esquerda do rio. O que mais me tocou neste reencontro foi o cheiro característico do moínho. A força da água em baixo a bater nas pás de madeira fazendo girar o eixo, enquanto a mó de granito vai moendo os grãos de milho que vão caindo na sua vez. Vieram-me à memória os moínhos que conheci há muito tempo atrás: o que está na foto, o de Areias e o do Pousão.
O milho ainda se cultiva intensamente no Norte de Portugal. Os processos de transformação é que se alteraram.

2007/10/04



Campo de milho tradicional na margem do Rio Sousa em Recarei.

O Rancho Folclórico de Recarei, canta as alegres noites das desfolhadas, com os seus namoricos e amores.

Por quanto tempo mais teremos estes pequenos nichos como o da fotografia?

É que os campos mais nobres dos férteis vales de Recarei já soam a falsa tradição e a falsa natureza: os trangénicos estão aí, perante a indiferença geral.